O que podemos aprender sobre Marca Pessoal com Joaquin Phoenix

O que podemos aprender sobre Marca Pessoal com Joaquin Phoenix

Este é o momento certo para extrairmos de Joaquin Phoenix o que deve ser extraído e analisado com mais atenção e detalhe. Apesar de sermos seus fãs, enquanto excelente profissional que é, somos seus fãs enquanto Marca e é precisamente aqui que nos vamos centrar.

 

Ele é mais do que uma actor, ele é mais do que o seu título, ele é uma Marca.

 

Não é requisito ser fã deste actor para ler este artigo. Goste-se ou não, concorde-se ou não, compreendendo ou não algumas das suas atitudes e causas, ele é uma grande Marca. O que aqui vamos partilhar é a nossa visão sobre esta pessoa, destacando pontos relevantes num trabalho de Personal Branding, com base na sua actuação e discurso nos Óscares 2020 e não só.

 

O seu trabalho e causas têm sido bastante premiadas este ano, fazendo dele uma figura importante, distinta e reconhecida. Este ano, ganhou um Globo de Ouro, um Oscar e foi distinguido como Personalidade do Ano (pela PETA). Quando se é bom, deve-se ser reconhecido. É justo e merecido. Quem não gosta?

 

Então vamos lá! Mas o que é Joaquin Phoenix tem que o torna especial? O que podemos aprender com ele? Aqui ficam 10 pontos sobre a sua Marca e algumas reflexões para si.

 

1 - Tem o que eu chamo de "anormalidade" brilhante.

 

Não me pergunte o que isto é porque não é fácil explicar. Sente-se. Não chamaria carisma mas algo parecido. Não é "normal". Ele é diferente. Parece diferente. E não quer saber. Ele é bom. Ele é brilhante no que faz. Ele inspira (e não estou a falar da respiração). Ele emana algo especial que só ele tem. Não está preocupado em agradar, em fazer boa figura. Também não acho que seja presunçoso e alheado dos outros. É simplesmente assim. Goste-se ou não. E você, já identificou o que faz de si único, especial, diferente, interessante, atractivo,...?

 

2 - Tem a sua história.

 

Com coisas boas e más, como todos nós. Assume as suas origens. A sua vida não foi fácil e perfeita. Nasceu na pobreza e foi criado numa seita sexual. "A razão pela qual é tão bom a dar vida a personagens traumatizados é porque ele também foi um”, afirmou um produtor de cinema. Será? Que impacto tem a nossa história em cada um de nós e nos molda para sermos o que somos hoje? Quanto tinha 4 anos, a sua família adoptou o apelido Phoenix, como o pássaro, que ressurge nas cinzas. Não foi muito à escola e aos 8 começou a trabalhar como actor. Até hoje. Qual é a sua história?

 

3 - É apaixonado pelo que faz e é muito bom no que faz.

 

Coloca amor e paixão no que faz e acredita. Ele trabalhou muito para chegar aqui. Não apareceu ontem. O seu primeiro filme não foi o Joker. Mas com ele chegou de facto o reconhecimento do seu trabalho. Pode tardar mas não falha. Ele leva o seu trabalho muito a sério, tem os seus métodos e já passou por muito para seguir à riscas as suas personagens, deu o seu corpo e saúde ao manifesto. Dizem até que as encarna demasiado. Será? Acho mesmo que ele é um bom actor. Se você fosse actor, não encarnaria o melhor que pudesse a sua personagem?

 

4 - Usa a sua voz para transmitir a sua mensagem.

 

Ele podia ter ido com a típica mensagem dos agradecimentos (que em parte, não lhe ficava mal) mas não foi. Ainda bem. São quase sempre mais do mesmo, perdendo até um pouco da sua autenticidade. Ele tinha aquele discurso preparado, ele sabia o tempo que tinha e sabia o que queria dizer. Sabia a projecção e amplitude que iria ter e aproveitou um meio para divulgar o seu fim. Sabia que iria viralizar. Não foi ingénuo. Foi intencional. Admite que usa a sua voz para os que não têm voz. E faz muito bem. Todos nós devíamos usar a nossa voz. Mas cuidado, não para dizer tudo o que nos vem à cabeça mas as coisas certas no momento certo para as pessoas certas. Você usa a sua voz?

 

5 - É selectivo.

 

As escolhas dos seus filmes e papéis e não são feitas de ânimo leve. Tem cuidado com a gestão da sua carreira e noção de onde pode brilhar ainda mais. Tem-se focado em determinado tipo de personagens, que o desafiam e nas quais sabe que será muito bom. E você, é selectivo e diz não ao que não vai de encontro ao seu posicionamento e aos seus objectivos?

 

6 - É consciente. É agradecido.

 

Foi abaixo, reconheceu, aprendeu com os erros e soube reerguer-se. Todos erramos. Mas nem todos o admitimos. Não é fácil, não é necessário que seja em público mas quando se decide fazê-lo é porque chegou esse momento e se está preparado efectivamente para tal. Teve vários problemas de relacionamentos com colegas. Admite os seus "defeitos" e agradece a quem esteve com ele. Acredita em segundas oportunidades, que no fundo fizeram com que regressasse ainda mais forte. Já lhe aconteceu?

 

7 - Partilha a sua vulnerabilidade.

 

Não esquece quem ama. Recordou o seu irmão, sem grandes dramas e lamechices. Bastou uma frase para se perceber o que ele sente. Vulnerabilidade não é vitimização. Ele sofreu, como qualquer ser humano com sentimentos mas não usa essa história para criar empatia ou "pena" perante os outros. Há coisas que devemos guardar só para nós. São e devem continuar só nossas. Preserve a sua intimidade.

 

8 - Cria e vive as suas regras.

 

É fiel a si mesmo. Não é politicamente correcto. Não faz "fretes". Não é que às vezes não os tenhamos que fazer. Mas dá para perceber que as situações de grande "show" não são a sua "praia". Não gosta de fama e percebe-se claramente que não é isso que procura. Podia e "devia" ter ido à festa depois dos Oscares, mas não foi. E você, é sempre politicamente correcto ou tem a sua própria rebeldia?

 

9 - Tem as suas causas bem definidas.

 

Não pensa apenas em si. Não é egocêntrico. Pensa no Planeta, nos animais,...no que seja. Não está focado no "eu, eu, eu..." Além de ter as suas causas, dá o exemplo. Isto de ter causas, pode ser muito interessante e compensador mas dar o exemplo é fundamental. Sabia que ele é vegetariano desde criança? E você, já identificou uma causa para abraçar e lutar?

 

10 - Não se acha acima dos seus concorrentes.

 

Todos partilham uma paixão, a paixão pelo que fazem. Diz não existir competição, mas aprendizagem. É uma boa forma de olhar para este assunto. Estar sempre a olhar para o lado não nos leva a lado nenhum. Vamos lá elevar o mercado onde actuamos e focarmo-nos no que realmente interessa, sim. E você, "vive" na comparação?