O lado de cá e o lado de lá da Exposição no Personal Branding

O lado de cá e o lado de lá da Exposição no Personal Branding

A exposição é um dos pontos mais abordados inicialmente pelas pessoas que nos procuram.

 

Das pessoas que se tornam nossas clientes, todas têm um ponto em comum: desejam uma exposição estratégica e autêntica e não mediática. E connosco, não podia ser de outra forma.

 

Se o que procura é ser famoso, ter milhares de seguidores ou aparecer em tudo o que são meios de comunicação e eventos, então não será connosco, certamente. Talvez com outros profissionais, mas connosco não.

 

Fama, riqueza e holofotes centrados em si não são os objectivos do Personal Branding. Podem vir a transformar-se em consequências naturais, sim. Mas não são as metas que pretendemos alcançar num Programa de Gestão da Marca Pessoal.

 

Não acreditamos em coincidências. Atraímos pessoas (neste caso específico, clientes) e oportunidades de acordo com o que projectamos de nós. 

 

Respeitamos os objectivos de cada um e é para eles que nos direccionamos. E há outra coisa que respeitamos muito e que claramente determina o sucesso, satisfação e a felicidade de uma pessoa quando está a gerir a sua Marca de uma forma activa: a sua essência, a sua forma de ser e estar.

 

E se eu (Vera Medronho) lhe dissesse que não “amo”, não quero e não preciso da exposição mediática? Acredita? Já lhe conto sobre isto mais à frente.

 

Eu defendo a importância da exposição. E cada pessoa é uma pessoa e é nessa base que se deve actuar.

 

Se a pessoa é tímida, não quer aparecer em certos meios, quer uma visibilidade efectiva mas discreta, isto tem de ser tido em conta. Se, por vezes, devo “abrir-lhe” um pouco a cabeça, colocar-lhe novas perspectivas em cima da mesa, identificar o que podemos e devemos melhorar em algum aspecto? Sim. Mas sempre com uma grande sensibilidade e atenção para com a pessoa que tenho “à minha frente”. Ninguém é e nem deve ser forçado a nada e muito menos a trabalhar a sua Marca contra aquilo que é e aquilo em que acredita, nunca.

 

Há algo que em mim não falha e não pode falhar: o respeito pelo outro (cliente). O meu trabalho é ajudá-lo. E antes de irmos para a parte da exposição e de mostrar, revelar, fazer o que quer que seja, reflectimos sobre si próprio. Tudo tem de fazer sentido, ter coerência, verdade e um fio condutor. Autenticidade também é isso.

 

  • Quem não é visto, não é lembrado.
  • Hoje em dia, não basta ser-se competente, é preciso saber comunicar isso.

 

Estas são algumas das premissas que guiam o nosso trabalho na área do Personal Branding quando pensamos mais concretamente na exposição.

 

Mas há outras, e que partilhamos consigo:

 

  •  Cada um deve ser responsável pela sua exposição e consequências.
  • Tudo o que é demais enjoa. Não exagere.
  • A exposição não é a prioridade.
  • A perfeição não existe.
  • Deve ser fiel ao seu posicionamento.
  • Foque-se no seu público e onde ele está.
  • Não se “mova” por aparências.
  • Dizer muitas vezes “não” é preciso. Ser selectivo.
  • O que funciona para os outros pode não funcionar e não fazer sequer sentido para si.
  • Ter calma e paciência.
  • Faça o que quer e o que o faz sentir bem e confiante.
  • Os outros estão a vê-lo. Seja real e interessante.
  • Não há espaço para o Ego no Personal Branding.
  • Não precisa ter milhares de seguidores para ser um influenciador.
  • Não queira chegar a todos.
  • Não quero estar em “todos” os acontecimentos.
  • Seja especial e diferente no meio de tanto “ruído”.
  • Preserve a sua intimidade.
  • Ninguém tem a sua fórmula a não ser você.
  • Coerência, relevância e bom senso, por favor.
  • Pense antes de agir.
  • Cuidado com a sua apresentação.
  • Diga sim à valorização e não à descredibilização 
  • Não acredite em tudo o que vê e dizem.
  • Muitas coisas boas também acontecem em "off".
  • É essencial medir o retorno. Funcionou, não funcionou, é para repetir, o que há para melhorar, o que ganhei e o que perdi?

 

Criar uma Marca Pessoal forte não tem nada a ver com tornar-se famoso. Tem a ver com o valor, emoção e inspiração que entrega ao seu público.

 

Tem a ver consigo e tem a ver com os outros. São os outros que ditam o que é e o que não é a sua Marca. Não é você. Você pode sim e é aí que entra o Personal Branding, diminuir gaps/lacunas entre o que o que você é e quer projectar e o que os outros pensam sobre si.

 

Tenho a certeza que você tem coisas muito interessantes e valiosas para contar cá para fora. Conhecimentos, histórias, experiências, conquistas, sucessos, insucessos… São esses pontos que interessam. Foque-se nisso. Não seja egoísta, vaidoso e egocêntrico.

 

Se é fácil? Muitas vezes não é. E muitas vezes, é por isso que me procuram. Até podem ter esta sensibilidade a estes conceitos mas não sabem como o fazer da melhor forma e não o querem fazer sozinhos.

 

Fico tão feliz quando um cliente depois de ver a apresentação que eu preparei para ele sobre ele próprio me diz: uau Vera, isto está o máximo, eu sou mesmo isto tudo? A resposta é: sim, é aquilo tudo e tudo aquilo é a verdade e nada mais do que a verdade. Ficamos felizes quando apresentamos soluções eficazes de acordo com as características e limites de cada um à sua exposição.

 

Isto é tudo um processo, não é instantâneo, não carregamos num botão e a magia acontece. E ainda bem que existe o Personal Branding. Para o ajudar, para saber mais e para actuar de acordo com o seu tempo. “Pegamos” em si, conhecemo-lo, identificamos o seu valor e o que tem para oferecer, humanizamos a sua Marca e partimos rumo ao que se deseja e se pode tornar e aos objectivos que quer alcançar.

 

Talvez você não saiba mas a partir de agora vai saber. Eu não me expunha, nem via sentido nisso no passado. Tinha a minha “vidinha” e tudo corria… Sempre tive um misto de introvertida e extrovertida. Não gosto de estar em sítios com muitas pessoas que não conheço. Custa-me imenso ir a eventos só porque sim. O que eu gosto mesmo é de tranquilidade e fazer a minha consultoria. Adoro falar em público mas não gosto de falar com todo o tipo de pessoas (desculpem mas é a verdade). Jamais irei a certos programas de televisão, jamais escreverei para certas publicações, jamais me tornarei parceira de certas pessoas e jamais partilharei determinados aspectos da minha vida pessoal. (Jamais dito hoje, eu não sei o futuro, acredito que a mudança faz parte de todos). Já partilho mais do que antigamente, defendo a importância de se partilhar o nosso lado pessoal, humano e real mas cada um tem os seus limites e o seu espaço. E sinceramente, há coisas que não interessam serem partilhadas, há coisas pelas quais não queremos ficar conhecidos e há coisas que as pessoas nem querem saber (refiro-me ao público que queremos atingir).

 

Quando me lancei de forma independente, sabia que teria de me revelar e aparecer mais. Se não me desse a conhecer e ao meu trabalho, como teria clientes ou como como poderia fazer o que quer que seja? Tem sido um progresso. Não sei se parece ou não, mas sou recatada. Sou discreta. Não “amo” os holofotes. Não tenho ambição de ser uma “estrela”. Guardo muitas coisas para mim. Quero fazer o meu trabalho, fazê-lo bem, chegar às pessoas certas e ser reconhecida por isso, sim. É aí que entra o meu trabalho de exposição e a forma como o giro e a doseio. E sabem? Funciona. Eu não preciso nem quero estar na TV (pelo menos agora, não sei o futuro e também não crítico quem queira, cada um tem os seus objectivos e forma de estar? Eu não preciso de certas acções de exposição. Preciso de algumas sim. E mais uma vez: estratégicas e de acordo com a minha essência. Consigo é a mesma coisa.

 

Mais uma vez, eu sou assim. Mas somos todos diferentes.

 

As questões que lhe deixamos são:

 

  • O que é que você precisa expor, onde, como, a que preço e até onde, para atingir os seus objectivos e manter-se fiel a si mesmo?
  • Sabe como manter a sua singularidade e aproveitar a exposição em seu benefício e para sua realização?

 

Tenha orgulha no que é e como é. Revelo-o cá para fora, à sua maneira. Vai ser tão bom. Apareça, marque o seu lugar e deixe a sua Marca.